Gustavo Morceli, CEO da PETE, atua em um cenário em que a educação precisa acompanhar, com agilidade, as transformações tecnológicas e ambientais que redefinem as competências do século XXI. A crescente presença de ferramentas digitais, a expansão da robótica nas escolas e a urgência das pautas climáticas evidenciam que o ensino tradicional, isoladamente, já não responde às demandas contemporâneas.
Nesse contexto, a integração entre educação tecnológica, robótica, climatech e cultura de liderança desponta como um caminho consistente para tornar a aprendizagem mais relevante e aplicada. Ao longo deste artigo, serão exploradas as conexões entre esses pilares, mostrando como a inovação pode impulsionar a formação de estudantes críticos, criativos e preparados para um mundo em constante transformação.
Por que a educação tecnológica se tornou indispensável no século XXI?
A educação tecnológica deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estrutural nas escolas. Em um cenário marcado por transformações digitais constantes, estudantes precisam desenvolver competências que vão além do conteúdo tradicional. Habilidades como pensamento lógico, criatividade e resolução de problemas passam a ocupar papel central na formação acadêmica.
De acordo com Gustavo Morceli, a tecnologia educacional amplia as possibilidades de aprendizagem quando é integrada de forma estratégica ao currículo. Em vez de apenas digitalizar processos antigos, a proposta consiste em transformar a experiência educacional, tornando-a mais dinâmica, prática e conectada à realidade dos alunos. Além disso, o contato com ferramentas tecnológicas desde cedo contribui para a construção de uma relação mais natural com a inovação.

Como a robótica contribui para a formação de habilidades essenciais?
Gustavo Morceli argumenta que a robótica educacional oferece um ambiente propício para o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais. Ao trabalhar com montagem de protótipos e programação, o estudante vivencia processos de tentativa, erro e aperfeiçoamento, o que fortalece a resiliência e o pensamento crítico.
A robótica funciona como um elo entre teoria e prática. O aluno deixa de apenas ouvir explicações abstratas e passa a experimentar conceitos de física, matemática e lógica de maneira concreta e aplicada. Por outro lado, a robótica também estimula o trabalho em equipe e a comunicação, pois muitos projetos exigem colaboração entre estudantes.
De que forma a climatech aproxima estudantes das questões ambientais?
A integração entre tecnologia e sustentabilidade tem ganhado relevância no ambiente educacional. A climatech, nesse sentido, surge como uma área estratégica, pois utiliza recursos tecnológicos para monitorar e compreender fenômenos ambientais. Sob a perspectiva do Fundador Hexa Smart, Gustavo Morceli, a utilização de sensores e plataformas de análise climática nas escolas transforma dados ambientais em instrumentos pedagógicos.
O estudante passa a acompanhar informações reais, o que torna o aprendizado mais concreto e significativo. Consequentemente, a educação ambiental deixa de ser apenas teórica e passa a envolver experiências práticas. Ao interpretar dados de temperatura, umidade ou qualidade do ar, os alunos desenvolvem consciência ecológica e, ao mesmo tempo, habilidades tecnológicas, criando uma ponte entre sustentabilidade e inovação.
Qual é o impacto da cultura de inovação na liderança educacional?
A cultura de inovação não depende apenas de equipamentos modernos, mas principalmente de mentalidade e estratégia. Gustavo Morceli explica que escolas que incentivam experimentação, criatividade e projetos interdisciplinares tendem a formar estudantes mais preparados para os desafios do mundo contemporâneo. A liderança educacional precisa adotar uma postura aberta à mudança. Gestores que compreendem o valor da tecnologia e da inovação conseguem criar ambientes mais estimulantes, nos quais professores e alunos se tornam agentes ativos do processo educacional.
Nesse cenário, a liderança inovadora também fortalece a conexão entre escola, comunidade e mercado de trabalho. Projetos tecnológicos, iniciativas sustentáveis e práticas colaborativas contribuem para a formação de estudantes mais conscientes e preparados para atuar em contextos diversos. Dessa forma, educação tecnológica, robótica e climatech passam a integrar uma mesma estratégia de desenvolvimento humano e social.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
